Por que o caminhoneiro não vai ao médico
41% dos caminhoneiros cadastrados não passaram no posto de saúde uma única vez em 3 anos. Os dados do Ministério da Saúde e da CNTA mostram um problema de tempo e de acesso. Veja o que dizem os números e o que dá pra fazer sem sair da cabine.

Em junho de 2026, o Ministério da Saúde apresentou um boletim sobre a saúde de caminhoneiras e caminhoneiros no Brasil. Um número saltou de dentro dele: 41% dos caminhoneiros cadastrados na atenção primária não tiveram nenhum atendimento registrado entre 2022 e 2025. Quatro em cada dez, três anos, nenhuma passagem pelo posto de saúde.
A leitura fácil desse dado seria dizer que o caminhoneiro não se cuida. Quando você junta esse boletim com a pesquisa da CNTA, a leitura fácil não se sustenta. O que aparece é outra coisa: o sistema de saúde funciona em horário comercial e em endereço fixo, e o trabalho dele não tem nem um nem outro.
O tamanho do buraco
O boletim do Ministério da Saúde olha para quem já está cadastrado na atenção primária, ou seja, gente que em algum momento chegou a entrar no sistema. Mesmo nesse grupo, 41% não voltaram em três anos.
A pesquisa da CNTA, feita com 2.002 caminhoneiros autônomos em 11 estados, mostra o mesmo comportamento por outro ângulo. 62% só fazem check-up quando já estão doentes. E 63,4% só vão ao dentista quando sentem dor. O padrão que aparece nos dois levantamentos é o mesmo: a saúde entra na pauta quando vira urgência, nunca antes.
O dia não sobra
A pesquisa da CNTA colocou número na rotina, e o número explica quase tudo.
São 14 horas ao volante por dia, em média. São 16 dias por mês longe de casa. E 46,1% esperam mais de 5 horas na carga ou na descarga, tempo parado que na maioria das vezes não é pago por ninguém.
Agora encaixe uma consulta dentro disso. O posto atende das 7h às 17h, na cidade onde você mora, e você está a 800 km de lá. Marcar consulta significa estar num lugar específico numa data específica, coisa que a carga decide, não você. Ir num posto da cidade onde você está parado significa fila, cadastro e um dia inteiro de viagem perdido.
Cuidar da saúde, do jeito que o sistema está montado, custa um dia de trabalho. É por isso que a conta quase nunca fecha a favor do corpo.
O que sustenta a jornada
Tem um dado na pesquisa da CNTA que costuma ser tratado como assunto de polícia, e é assunto de saúde do trabalho. 27,8% dos caminhoneiros usam alguma substância para encarar a jornada, e entre esses, 76,4% usam rebite.
Esse número fala sobre uma equação impossível: prazo apertado, 14 horas de volante, horas de espera que ninguém paga e frete que só fecha se rodar mais. Quando o corpo não acompanha o que a operação exige, alguém acaba empurrando o corpo. O rebite é o sintoma dessa conta, e a conta foi montada por outras pessoas.
O efeito colateral aparece na mesma pesquisa: sono ruim, pressão descontrolada, ansiedade. É o mesmo pacote que depois vira estatística no boletim do Ministério da Saúde.
O que aparece quando ele finalmente senta na frente de um médico
Nos registros de atendimento entre 2022 e 2025, três coisas dominam.
Hipertensão arterial, com 74.414 registros. Diabetes, com 35.292. E condições ligadas à saúde mental, com 21.167. A CNTA cita ainda obesidade, dores na coluna e problemas de visão, sem percentual fechado.
Nenhuma dessas três precisa de internação nem de cirurgia. Todas as três precisam de uma coisa só, e é exatamente a coisa que a estrada tira dele: acompanhamento de rotina. Pressão se mede, ajusta e remede. Diabetes se controla com exame periódico. Saúde mental precisa de alguém escutando de tempos em tempos.
Sem acompanhamento, sobra o balcão. Compra o mesmo remédio de pressão que o médico passou há dois anos, sem saber se a dose ainda serve. Vai empurrando, porque empurrar é o que dá pra fazer com o tempo que existe.
A idade que mais aparece
O boletim traz um recorte que passou batido no noticiário: a faixa etária que mais aparece nos atendimentos é a de 50 a 59 anos, seguida pela de 40 a 49.
Faz sentido, e é justamente por isso que preocupa. É a idade em que o corpo começa a cobrar o que foi adiado, e é a idade em que boa parte da categoria está hoje. Você está envelhecendo em cima do volante, e o acompanhamento que deveria ter começado aos 40 não começou.
Cuidar da saúde não devia custar um dia de trabalho. Para quem vive na estrada, custa.
O que dá pra fazer sem sair da cabine
Repare no que os três dados anteriores têm em comum. Pressão alta, diabetes e saúde mental se resolvem com alguém acompanhando de tempos em tempos, e é a logística disso que trava: estar numa cidade específica, num dia específico, dentro do horário comercial.
Toda vez que o atendimento sai do endereço fixo e entra no celular, essa logística deixa de existir. Foi em cima desse buraco que a TMDriver Caminhoneiro foi montada.
- Pronto atendimento médico No app, por vídeo, sem limite de uso. 24h
- Especialidades por telemedicina Cardiologista para a pressão, endocrinologista para o diabetes, psiquiatra para o que ninguém comenta em voz alta. 20+
- Reembolso de genéricos e de exames Genéricos começam depois de 3 meses de assinatura, com receita. Exames valem já, com pedido médico e nota. todo mês
- Você e mais 3 dependentes Quem resolve as coisas em casa enquanto você está no trecho usa os mesmos benefícios de saúde. 4 pessoas
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- Seguro com apólice registrada Morte acidental, dobrando para R$ 40.000 se for decorrente de crime na estrada, mais invalidez por acidente e auxílio funeral de R$ 6.000. Vale para quem sobe no caminhão: você e os 2 ajudantes. R$ 20.000
Não é promessa. É apólice.
Quanto custa
R$ 45,90 por mês, e o jeito honesto de olhar para esse número é dividindo.
Dá R$ 1,53 por dia, menos que um café na parada. E como cobre você e mais 3 pessoas, dá cerca de R$ 11,47 por pessoa no mês. É uma conta que fecha na calculadora, e você confere agora.
Não tem fidelidade. Você cancela quando quiser, e o seguro anual que já foi pago continua de pé até o fim dos 12 meses, contados do seu primeiro pagamento. É dinheiro que a TMD tira do próprio bolso, na confiança de que você fica porque o produto entrega.
O que os números realmente dizem
Os 41% retratam um serviço que nunca foi desenhado para quem passa 16 dias por mês longe do endereço do próprio cadastro.
Enquanto o posto de saúde continuar funcionando em horário comercial e endereço fixo, quem roda o país vai continuar aparecendo tarde nessa estatística. O que mudou é que hoje existe uma parte disso que cabe no celular, e essa parte não exige perder um dia de trabalho.
O país inteiro esquece quem move o Brasil. A gente não.
Perguntas frequentes
Por que o caminhoneiro não vai ao médico?
Os dados apontam falta de tempo e de acesso. São 14 horas de volante por dia, 16 dias por mês fora de casa e horas de espera não pagas na carga e na descarga. Consulta em horário comercial custa um dia de trabalho, e o posto onde ele está atendendo fica longe da cidade onde ele mora.
Quantos caminhoneiros não passam no posto de saúde?
Pelo boletim do Ministério da Saúde de junho de 2026, 41% dos caminhoneiros cadastrados na atenção primária não tiveram nenhum atendimento registrado entre 2022 e 2025. O dado é sobre o posto de saúde, então particular, convênio e UPA não entram na conta.
Quais são os problemas de saúde mais comuns entre caminhoneiros?
Hipertensão arterial aparece em 74.414 registros, diabetes em 35.292 e condições ligadas à saúde mental em 21.167. A pesquisa da CNTA cita ainda obesidade, dores na coluna e problemas de visão.
Como o caminhoneiro consegue falar com um médico na estrada?
Por telemedicina, direto do celular. No TMDriver Caminhoneiro o pronto atendimento médico 24h é ilimitado, com mais de 20 especialidades por vídeo, para você e mais 3 dependentes, por R$ 45,90 por mês.
Fontes
Ministério da Saúde. Boletim sobre o acompanhamento da saúde de caminhoneiras e caminhoneiros, apresentado em 22 de junho de 2026 durante o Seminário Agora Tem Especialistas. Ver no gov.br
CNTA. 3ª Pesquisa Nacional Realidade do Transportador Autônomo de Cargas, 2025. Campo de junho a agosto de 2025, com 2.002 caminhoneiros autônomos registrados no RNTRC, em entrevistas presenciais em 11 estados. Ver o perfil dos caminhoneiros na CNT
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